Meio ambienteRegistrado no TSE

Desmatamento líquido zero com recomposição dos biomas

Promover desmatamento líquido zero nos biomas brasileiros, com recomposição e reflorestamento. Desmatamento líquido é a perda de vegetação menos o que é recomposto. O plano de governo não fixa prazo, ponto de partida nem indicador. Por isso, acompanham-se em separado a perda de vegetação nativa, a recomposição e, quando houver dado, a qualidade e a permanência da recomposição.

Saiu do papelTem pagamento, entrega ou resultado registrado. Ainda não quer dizer concluído.

O governo retomou em 2023 os planos contra o desmatamento, com meta zero até 2030. A medição oficial mostrou queda na Amazônia e no Cerrado. Em 2024, o governo disse não ter medido os outros biomas por falta de recursos.

Último fato, 27 jan 2026: Ministério do Planejamento registrou meta de reduzir o desmatamento em 20% ao ano, sem dado de 2024

  1. Prometido: com registro
  2. Planejado: com registro
  3. Proposto: não precisou
  4. Virou regra: com registro
  5. Teve dinheiro: com registro
  6. Entregue: com registro
  7. Resultado: com registro
  • Recuo
  • Mudou de forma

As etapas seguem a ordem do caminho, não do calendário: um plano de 2024 pode vir antes de uma lei de 2023. Dentro de cada etapa, os fatos estão por data.

  1. Prometido

    O que foi dito na campanha.

  2. Planejado

    Entrou no planejamento do governo, como o PPA ou um plano setorial.

    1. Mudou de forma

      Governo definiu desmatamento zero até 2030 como fim do desmate ilegal mais compensação do legal

      • Governo federal publicou

      PPCDAm — 5ª fase (2023 a 2027)PPCDAm: Resultados de 2 anos de implementação – 2023 a 2025 (cartilha) (abre em outra aba)Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (gov.br/mma)Conferido na fonte

      Detalhes

      Lançamento da 5ª fase do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), de 2023 a 2027, com meta de 'Desmatamento Zero' até 2030. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) define a meta como o fim do desmatamento ilegal mais a compensação do desmatamento permitido por lei (supressão legal de vegetação nativa).

      “Desmatamento Zero refere-se à eliminação do desmatamento ilegal e à compensação da supressão legal de vegetação nativa, por intermédio do fortalecimento da implementação da legislação florestal.”

      A mesma cartilha cita a data do lançamento: 'Lançada em 05 de junho de 2023, Dia Mundial do Meio Ambiente, a 5ª fase do plano'. A cartilha foi criada em 20/10/2025 (informação gravada no próprio PDF). O evento é marcado como mudança de escopo porque o governo adotou 'desmatamento zero' com 'compensação', e não o termo 'desmatamento líquido zero' do plano de governo; o conteúdo é próximo. O texto integral do PPCDAm não foi lido.

    2. Governo lançou plano com meta de desmatamento zero no Cerrado até 2030, com fim do ilegal e compensação

      • Governo federal publicou

      PPCerrado — 4ª faseEm lançamento de plano de ação, Mapa destaca parceria com MMA no combate ao desmatamento (abre em outra aba)Agência Gov (EBC)Conferido na fonte

      Detalhes

      Lançamento da 4ª fase do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Cerrado (PPCerrado), de 2023 a 2027. O compromisso é de desmatamento zero no Cerrado até 2030: fim do desmatamento ilegal e compensação da área de vegetação retirada e das emissões.

      “A 4ª fase do PPCerrado estabelece o compromisso de alcançar desmatamento zero no bioma até 2030”

      A fonte é uma notícia oficial do governo, não o texto do plano, que não foi lido. Aqui a compensação inclui a 'área suprimida' (vegetação retirada), o que fica mais perto da ideia de desmatamento líquido.

    3. Mudou de forma

      Governo apresentou à ONU nova meta climática para 2035, sem prazo explícito para o desmatamento zero

      • Governo federal publicou

      Segunda NDC do Brasil (novembro de 2024)Brazil — Second Nationally Determined Contribution (NDC), November 2024 (abre em outra aba)UNFCCC (NDC Registry)Não conferido na fonte

      Detalhes

      Nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil, a meta climática do país para 2035, apresentada à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) em novembro de 2024. Segundo análises que a citam, o texto fala em esforços para o desmatamento zero pelo fim do desmatamento ilegal e pela compensação do desmatamento permitido por lei, sem prazo explícito para o desmatamento zero.

      Data: Só o mês foi confirmado

      O PDF não foi lido: o site da UNFCCC bloqueia consulta automatizada com uma verificação anti-robô, que não foi contornada. A redação e a falta de prazo aparecem só em resultados de busca, sem leitura das páginas (Carbon Brief, Política por Inteiro, Talanoa). A data exata não foi conferida (o endereço do arquivo indica novembro de 2024).

    4. Ministério do Planejamento registrou meta de reduzir o desmatamento em 20% ao ano, sem dado de 2024

      • Ministério do Planejamento e Orçamento publicou

      PPA 2024–2027 — Programa 6114, objetivo específico 0237, meta 05UT, indicador 9373Espelho do Monitoramento — Exercício 2024 — Programa 6114 (abre em outra aba)Ministério do Planejamento e Orçamento (arquivo hospedado em gov.br/mcti)Conferido na fonte

      Detalhes

      No Plano Plurianual (PPA) 2024–2027, Programa 6114, para a perda de vegetação: a meta 05UT ('Reduzir o desmatamento anual do país') prevê redução de 20% por ano, de 2024 a 2027 (indicador 9373, por bioma). No acompanhamento de 2024, o valor alcançado aparece como 'Valor não disponível', porque o Programa de Monitoramento do Desmatamento (PRODES) não segue o ano civil.

      “Indicador: 9373 - Percentual de redução da área total de vegetação nativa suprimida por ano e por bioma”

      A data é a de criação do PDF (informação gravada no próprio arquivo). A meta é reduzir a perda bruta, não chegar a saldo zero.

    5. Ministério do Planejamento previu 1.500.000 hectares em recuperação até 2027, mas disse não ter como medir

      • Ministério do Planejamento e Orçamento publicou

      PPA 2024–2027 — Programa 6114, objetivo específico 0243, meta 062U, indicador 9411Espelho do Monitoramento — Exercício 2024 — Programa 6114 (abre em outra aba)Ministério do Planejamento e Orçamento (arquivo hospedado em gov.br/mcti)Conferido na fonte

      Detalhes

      No Plano Plurianual (PPA) 2024–2027, Programa 6114, para a recomposição: a meta 062U prevê área de vegetação nativa em recuperação de 187.500 hectares (2024), 375.000 (2025), 750.000 (2026) e 1.500.000 (2027) (indicador 9411). No acompanhamento de 2024, o valor aparece como 'Valor não disponível', e o órgão declara que não existe sistema para monitorar a recuperação.

      “O governo brasileiro ainda não possui um sistema de monitoramento que identifique hectares em recuperação na escala de tempo de 6 meses.”

      A ficha marca a meta como 'Cumulativa:: Não'; não está claro se os valores anuais se somam. O texto cita um Termo de Execução Descentralizada (TED, repasse de recursos entre órgãos federais) de 2024 entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A entrega estava prevista até novembro de 2025, para contar a vegetação secundária (a que volta a crescer) na meta de 12 milhões de hectares.

  3. Proposto

    Virou projeto ou proposta, ainda sem força de regra.

    Não precisou: a regra veio direto, sem projeto em discussão.

  4. Virou regra

    Lei, decreto, medida provisória ou portaria em vigor.

    1. Governo restabeleceu o plano contra o desmatamento na Amazônia e previu planos para os demais biomas

      • Presidência publicou

      Decreto nº 11.367, de 1º de janeiro de 2023Decreto nº 11.367, de 1º de janeiro de 2023 (abre em outra aba)Presidência da República (Planalto)Conferido na fonte

      Detalhes

      Um decreto cria a Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento e restabelece o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm). Também trata dos planos do Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Pantanal. Os planos dos demais biomas deveriam ser definidos em seis meses.

      “restabelece o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal - PPCDAm e dispõe sobre os Planos de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento no Cerrado, na Mata Atlântica, na Caatinga, no Pampa e no Pantanal.”

      Trata da perda de vegetação (controle do desmatamento), não da recomposição. A página mostra acentos corrompidos; a citação teve a acentuação restaurada.

    2. Comissão nacional aprovou novo plano de recuperação da vegetação nativa para 2025 a 2028

      • Comissão Nacional para Recuperação da Vegetação Nativa publicou

      Resolução Conaveg nº 4, de 25 de novembro de 2024RESOLUÇÃO CONAVEG Nº 4, DE 25 DE NOVEMBRO DE 2024 (abre em outra aba)Imprensa Nacional — Diário Oficial da UniãoConferido na fonte

      Detalhes

      A Comissão Nacional para Recuperação da Vegetação Nativa (Conaveg) estabelece o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg) 2025–2028, que substitui o plano de 2017. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 2/12/2024 (Seção 1, p. 123).

      “Art. 1º Estabelecer o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa - Planaveg para o período 2025-2028”

      O texto do plano (metas, indicadores de qualidade e permanência) não foi lido. A meta de 12 milhões de hectares até 2030 aparece na cartilha do plano contra o desmatamento na Amazônia (PPCDAm) ('12 milhões de hectares até 2030'), mas não no texto da resolução.

  5. Teve dinheiro

    Recebeu recursos no orçamento, em fundos ou por renúncia de impostos.

    1. Governo alterou a gestão do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES fora do orçamento federal

      • Presidência publicou

      Decreto nº 11.368, de 1º de janeiro de 2023Decreto nº 11.368, de 1º de janeiro de 2023 (abre em outra aba)Presidência da República (Planalto)Conferido na fonte

      Detalhes

      Um decreto altera a gestão do Fundo Amazônia. A paralisação do fundo desde 2019 é fato conhecido, mas não foi conferida na fonte. O fundo é uma fonte de dinheiro fora do orçamento federal tradicional, administrada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

      “Altera o Decreto nº 6.527, de 1º de agosto de 2008, para dispor sobre a governança do Fundo Amazônia.”

      O decreto não fixa valores. Doações e desembolsos não foram conferidos no BNDES; ver 'O que o governo diz', nesta página.

    2. Continuidade

      O orçamento federal reservou verba de 2023 a 2026 para a fiscalização da flora e do desmatamento pelo Ibama

      Verba inicial / autorizada. Fiscalização da Flora (214N): 2023 R$ 215.000.000 / R$ 120.284.947; 2024 R$ 218.911.518 / R$ 127.857.749; 2025 R$ 105.461.325 / R$ 181.159.783; 2026 R$ 209.547.678 / R$ 194.111.887. Controle do desmatamento ilegal na Amazônia: 2025, plano 0007 da 214N, R$ 0 / R$ 42.820.710; 2026, ação 168N, R$ 57.744.074 / R$ 57.744.074. Total autorizado: 2025 R$ 223.980.493; 2026 R$ 251.855.961 (dado aberto oficial)

      • Congresso aprovou
      • Presidência sancionou

      Leis Orçamentárias Anuais de 2023 a 2026; ação 214N (planos 0002 e, em 2025, 0007) e ação 168N (2026)SIOP — dados abertos do orçamento (SPARQL), por plano orçamentário (abre em outra aba)Ministério do Planejamento e Orçamento (SIOP)Consultado na base oficial

      Detalhes

      As leis orçamentárias de 2023 a 2026 reservaram verba para a fiscalização da flora do Ibama, plano orçamentário da ação de controle e fiscalização ambiental. Em 2025, a ação ganhou um plano para controlar o desmatamento ilegal na Amazônia, que em 2026 virou ação própria. Verba autorizada, já com as mudanças de cada ano: R$ 120,3 milhões (2023), R$ 127,9 milhões (2024), R$ 224,0 milhões (2025, sendo R$ 42,8 milhões no plano novo) e R$ 251,9 milhões (2026, sendo R$ 57,7 milhões na ação nova).

      Data: Verba anual de 2023 a 2026 nas leis orçamentárias e nos créditos do ano; não há data única, e os valores de cada ano estão separados. 2026 é parcial, com dados do SIOP atualizados em 31/10/2026

      Contexto: a ação 214N inteira teve verba autorizada de R$ 196,7 milhões em 2023, R$ 290,8 milhões em 2024, R$ 335,2 milhões em 2025 e R$ 341,0 milhões em 2026; o resto da ação paga fiscalização da biodiversidade e de poluidores, emergências ambientais, julgamento de autuações e créditos extraordinários para calamidades, incêndios e seca. Em 2023 e 2025, parte da verba inicial da ação estava num plano genérico ('Despesas Diversas', R$ 130 milhões e R$ 154,4 milhões) e foi redistribuída durante o ano; por isso a verba inicial do plano da flora não é comparável entre os anos. Em 2026, um crédito extraordinário de R$ 45,1 milhões para combate a ilícitos ambientais na Amazônia e no Pantanal entrou na ação num plano que não nomeia o desmatamento, e fica fora do valor. Pelo próprio SIOP, os dados foram atualizados em 28/10/2026 (anos de 2023 a 2025) e em 31/10/2026 (2026); a API do Portal da Transparência, consultada em 02/11/2026, não informa a data de corte e não separa planos orçamentários. Os valores não medem recomposição da vegetação. O Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES fora do orçamento federal, não está nestes valores. Valores em R$ correntes.

  6. Entregue

    Pagamentos, entregas ou ações realizadas.

    1. Continuidade

      Em 2023, o Ibama pagou R$ 105,7 milhões na fiscalização da flora

      Fiscalização da Flora (214N, plano 0002): pago R$ 105.675.701 (empenhado R$ 119.796.458; liquidado R$ 108.327.428) (dado aberto oficial)

      • Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) executou

      SIOP — dados abertos do orçamento (SPARQL), por plano orçamentário (abre em outra aba)Ministério do Planejamento e Orçamento (SIOP)Consultado na base oficial

      Detalhes

      Em 2023, no programa federal de prevenção e controle do desmatamento, o plano de fiscalização da flora do Ibama empenhou R$ 119,8 milhões e pagou R$ 105,7 milhões no próprio ano.

      Data: Total do ano de 2023 na execução do orçamento

      Contexto: a ação 214N inteira pagou R$ 142,5 milhões em 2023, igual no SIOP e na API do Portal da Transparência; o resto da ação paga fiscalização da biodiversidade e de poluidores, emergências ambientais, julgamento de autuações e créditos extraordinários para calamidades, incêndios e seca. Pelo próprio SIOP, os dados foram atualizados em 28/10/2026 (anos de 2023 a 2025) e em 31/10/2026 (2026); a API do Portal da Transparência, consultada em 02/11/2026, não informa a data de corte e não separa planos orçamentários. Os valores não medem recomposição da vegetação. A consulta anual não inclui restos a pagar (despesas de anos anteriores pagas no ano); valor pago baixo num ano não prova falta de repasse. Valores em R$ correntes.

    2. Continuidade

      Em 2024, o Ibama pagou R$ 111,4 milhões na fiscalização da flora

      Fiscalização da Flora (214N, plano 0002): pago R$ 111.366.165 (empenhado R$ 127.405.670; liquidado R$ 114.130.575) (dado aberto oficial)

      • Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) executou

      SIOP — dados abertos do orçamento (SPARQL), por plano orçamentário (abre em outra aba)Ministério do Planejamento e Orçamento (SIOP)Consultado na base oficial

      Detalhes

      Em 2024, o plano de fiscalização da flora do Ibama empenhou R$ 127,4 milhões e pagou R$ 111,4 milhões no próprio ano.

      Data: Total do ano de 2024 na execução do orçamento

      Contexto: a ação 214N inteira pagou R$ 186,4 milhões em 2024, com diferença de menos de R$ 6 mil entre o SIOP e a API do Portal da Transparência; o resto da ação paga fiscalização da biodiversidade e de poluidores, emergências ambientais, julgamento de autuações e créditos extraordinários para calamidades, incêndios e seca. Pelo próprio SIOP, os dados foram atualizados em 28/10/2026 (anos de 2023 a 2025) e em 31/10/2026 (2026); a API do Portal da Transparência, consultada em 02/11/2026, não informa a data de corte e não separa planos orçamentários. Os valores não medem recomposição da vegetação. A consulta anual não inclui restos a pagar (despesas de anos anteriores pagas no ano); valor pago baixo num ano não prova falta de repasse. Valores em R$ correntes.

    3. Continuidade

      Em 2025, o Ibama pagou R$ 140,7 milhões na fiscalização da flora e do desmatamento na Amazônia

      R$ 140.669.455 pagos (empenhado R$ 219.566.783; liquidado R$ 144.387.726). Fiscalização da Flora (214N, plano 0002): pago R$ 140.059.822 (empenhado R$ 180.983.047). Controle do desmatamento ilegal na Amazônia (214N, plano 0007): pago R$ 609.633 (empenhado R$ 38.583.736) (dado aberto oficial)

      • Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) executou

      SIOP — dados abertos do orçamento (SPARQL), por plano orçamentário (abre em outra aba)Ministério do Planejamento e Orçamento (SIOP)Consultado na base oficial

      Detalhes

      Em 2025, o plano de fiscalização da flora do Ibama pagou R$ 140,1 milhões no próprio ano. O plano novo de controle do desmatamento ilegal na Amazônia empenhou R$ 38,6 milhões e pagou R$ 0,6 milhão. Juntos, pagaram R$ 140,7 milhões.

      Data: Total do ano de 2025 na execução do orçamento

      Contexto: a ação 214N inteira pagou R$ 212,4 milhões em 2025, igual no SIOP e na API do Portal da Transparência; o resto da ação paga fiscalização da biodiversidade e de poluidores, emergências ambientais, julgamento de autuações e créditos extraordinários para calamidades, incêndios e seca. Pelo próprio SIOP, os dados foram atualizados em 28/10/2026 (anos de 2023 a 2025) e em 31/10/2026 (2026); a API do Portal da Transparência, consultada em 02/11/2026, não informa a data de corte e não separa planos orçamentários. Os valores não medem recomposição da vegetação. A consulta anual não inclui restos a pagar (despesas de anos anteriores pagas no ano); valor pago baixo num ano não prova falta de repasse. Valores em R$ correntes.

    4. Recuo

      Governo informou que não mapeou Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Pantanal em 2024 por falta de recursos

      • Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima executou
      • INPE executou

      PPA 2024–2027 — Programa 6114, meta 05GW, indicador 10454Espelho do Monitoramento — Exercício 2024 — Programa 6114 (abre em outra aba)Ministério do Planejamento e Orçamento (arquivo hospedado em gov.br/mcti)Conferido na fonte

      Detalhes

      No acompanhamento de 2024 do Plano Plurianual (PPA), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) informa que os mapeamentos anuais do Programa de Monitoramento do Desmatamento (PRODES) na Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Pantanal não foram feitos 'por falta de recursos'. Foram feitos o mapeamento anual da Amazônia e do Cerrado e os relatórios mensais do sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER) para Amazônia, Cerrado e Pantanal.

      “Por falta de recursos não foram realizados os monitoramentos dos biomas Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Pantanal.”

      A data é a 'Data de Referência' do registro (03/02/2025). É um recuo na capacidade de medir a perda em quatro biomas; o motivo é declarado pelo ministério (ver 'O que o governo diz').

    5. Continuidade

      Em 2026, até 31 de outubro, o Ibama pagou R$ 115,6 milhões na fiscalização da flora e do desmatamento

      Dados do SIOP atualizados em 31/10/2026: R$ 115.628.531 pagos (empenhado R$ 201.913.681; liquidado R$ 115.886.359). Fiscalização da Flora (214N, plano 0002): pago R$ 110.808.254 (empenhado R$ 187.055.606). Ação 168N: pago R$ 4.820.277 (empenhado R$ 14.858.075) (dado aberto oficial)

      • Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) executou

      SIOP — dados abertos do orçamento (SPARQL), por plano orçamentário (abre em outra aba)Ministério do Planejamento e Orçamento (SIOP)Consultado na base oficial

      Detalhes

      Em 2026, até a atualização do SIOP de 31 de outubro, o plano de fiscalização da flora do Ibama pagou R$ 110,8 milhões, e a ação nova de controle do desmatamento ilegal na Amazônia pagou R$ 4,8 milhões, com R$ 14,9 milhões empenhados. Juntos, pagaram R$ 115,6 milhões.

      Data: Ano em curso; valores parciais, com dados do SIOP atualizados em 31/10/2026

      Ano em curso: valores parciais. Contexto: a ação 214N inteira pagou R$ 174,2 milhões pelo SIOP (atualizado em 31/10/2026) e R$ 172,7 milhões pela API do Portal da Transparência (consultada em 02/11/2026); na ação 168N, R$ 4,82 milhões e R$ 4,78 milhões. Nos anos fechados, as duas bases dão praticamente o mesmo pagamento; em 2026 diferem porque cada uma tem a sua data de corte, e a API do Portal não informa a dela. Além da flora, a ação 214N paga fiscalização da biodiversidade e de poluidores, emergências ambientais, julgamento de autuações e créditos extraordinários para calamidades, incêndios e seca. Os valores não medem recomposição da vegetação. A consulta anual não inclui restos a pagar (despesas de anos anteriores pagas no ano); valor pago baixo num ano não prova falta de repasse. Valores em R$ correntes.

  7. Resultado

    Um indicador oficial mostra o efeito.

    1. INPE estimou 5.796 km² desmatados na Amazônia de agosto de 2024 a julho de 2025, queda de 11,08%

      11.594 km² (2022) → 5.731 km² (2025) (cálculo do Mandatou)

      • INPE publicou

      Nota técnica — Estimativa PRODES 2025; série de taxas PRODES Amazônia Legal (TerraBrasilis)Estimativa de desmatamento na Amazônia Legal para 2025 é de 5.796 km2 (nota técnica) (abre em outra aba)INPE (gov.br/inpe)Conferido na fonte

      Detalhes

      O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estima 5.796 km² de desmatamento (corte raso, com retirada total da vegetação) na Amazônia Legal entre 1º/8/2024 e 31/7/2025. É uma redução de 11,08% sobre a taxa consolidada de 2024 (6.518 km²). Pela série de taxas consolidadas do painel TerraBrasilis (soma dos nove estados): 11.594 km² (2022), 9.064 (2023), 6.518 (2024) e 5.731 (2025). Há ainda uma estimativa de 3.335 km² para 2026, marcada como preliminar no painel.

      “O valor estimado do desmatamento no período de 01 de agosto de 2024 a 31 de julho de 2025 foi de 5.796 km².”

      Como calculamos: Soma por estado das taxas anuais do arquivo de dados do TerraBrasilis (INPE)

      A data vem do nome do arquivo (20251015). A série foi somada por estado a partir do arquivo https://terrabrasilis.dpi.inpe.br/app/prodes/dashboard/deforestation/files/rates2026.json (atualizado em 16/10/2026, segundo last_update_date.json). O código do painel marca 2026 como ano de dado preliminar; por isso, 3.335 km² é estimativa. O valor de 2025 no arquivo (5.731) é o consolidado e difere da estimativa de 5.796. Segundo a própria nota técnica, o Programa de Monitoramento do Desmatamento (PRODES) mede a perda 'independentemente da futura utilização destas áreas', ou seja, não mede ganho de vegetação.

    2. INPE mapeou 7.235,27 km² de vegetação nativa retirada no Cerrado de 2024 a 2025, queda de 11,49%

      • INPE publicou

      Nota técnica PRODES Cerrado 2025A área de vegetação nativa suprimida no Bioma Cerrado no ano de 2025 foi de 7.235,27 km² (abre em outra aba)INPE (data.inpe.br)Conferido na fonte

      Detalhes

      O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mapeia 7.235,27 km² de vegetação nativa retirada (supressão) no Cerrado entre agosto de 2024 e julho de 2025. É uma queda de 11,49% sobre a medição de 2024 do Programa de Monitoramento do Desmatamento (PRODES), de 8.174,17 km². Pela imprensa, sem conferência na fonte, a estimativa de 2026 para o Cerrado é de 5.516,69 km².

      “O valor mapeado foi de 7.235,27 km2 de corte raso no período de agosto de 2024 a julho de 2025.”

      A data vem do nome do arquivo (2025_1022). O valor de 2026 (5.516,69 km²) aparece só em resultados de busca (Poder360), sem leitura da página, e na apresentação do Ministério do Meio Ambiente (MMA) de 16/10/2026, que exige login ('noticias-defeso-eleitoral'). Por isso, não foi conferido na fonte. O valor de 2023 (11.011 km², citado pela imprensa) também não foi lido na fonte.

    3. Continuidade

      Governo estimou cerca de 3,4 milhões de hectares de vegetação nativa em recuperação em 2025

      cerca de 3,4 milhões de hectares (estimativa oficial)

      • Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima publicou
      • FAO publicou

      Primeiro ciclo de reporte do Sistema Nacional de Monitoramento e Reporte do Planaveg 2025–2028Brazil marks a milestone in ecosystem restoration with the first official monitoring estimates under Planaveg 2025-2028 at COP30 (abre em outra aba)FAO — Ecosystem Restoration MonitoringConferido na fonte · fonte secundária

      Detalhes

      Primeira estimativa oficial do sistema nacional de monitoramento do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), divulgada na COP30, a conferência do clima da ONU: cerca de 3,4 milhões de hectares de vegetação nativa em recuperação em 2025. A estimativa junta a vegetação que voltou a crescer, mapeada por satélite (TerraClass/INPE), projetos de restauração obrigatória e projetos voluntários.

      “As of 2025, an estimated 3.4 million hectares were identified as undergoing native vegetation recovery”

      Lido na página da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), fonte secundária; a publicação do Ministério do Meio Ambiente não foi localizada no gov.br. É o total de área 'em recuperação' (inclui a regeneração natural), não o que entrou em recuperação no ano nem área recomposta para compensar perdas. Não informa qualidade nem permanência. Não é indicador de desmatamento líquido. Sentido 'continuidade': é a primeira estimativa, sem valor anterior comparável que mostre aumento ou queda.

O que mudou em relação à promessa

  • Conceito: o plano de governo promete 'desmatamento líquido zero com recomposição e reflorestamento'. Os documentos oficiais adotaram 'desmatamento zero até 2030', definido como fim do desmatamento ilegal mais compensação do desmatamento permitido por lei (supressão legal). Nos documentos lidos, 'compensação' não aparece definida como recomposição de área equivalente, com forma própria de medir.
  • Prazo: o plano de governo não tinha prazo. Os planos de 2023 para a Amazônia (PPCDAm) e para o Cerrado (PPCerrado) fixaram 2030, e o Plano Plurianual (PPA) trabalha com metas anuais até 2027.
  • Meta de perda: no Plano Plurianual (PPA), a meta é reduzir em 20% ao ano a área de vegetação retirada (indicador 9373). É meta de redução da perda bruta, não de saldo zero.
  • Recomposição: a meta de 12 milhões de hectares até 2030 (Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, Planaveg) e a de 1,5 milhão de hectares em 2027 (Plano Plurianual, PPA) medem área 'em recuperação', que inclui a vegetação que volta a crescer sozinha (regeneração natural). Elas não equivalem a uma recomposição que compense a perda medida pelo Programa de Monitoramento do Desmatamento (PRODES), e não há comparação oficial entre as duas medidas.
  • Abrangência: o plano de governo fala em 'biomas'. Em 2024, a perda anual só foi medida na Amazônia e no Cerrado. Segundo o Plano Plurianual (PPA), os outros quatro biomas ficaram sem mapeamento anual por falta de recursos.
  • Indicador: a perda tem indicador oficial e série histórica, o Programa de Monitoramento do Desmatamento (PRODES), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A recomposição ainda não tinha sistema oficial consolidado no acompanhamento de 2024; a primeira estimativa (3,4 milhões de hectares) é de novembro de 2025.

O que ainda não sabemos

O que procuramos e não encontramos, ou não conseguimos conferir.

  • Resultado (desmatamento líquido): não há indicador oficial de desmatamento líquido (perda menos recomposição) para nenhum bioma. O Programa de Monitoramento do Desmatamento (PRODES) mede só a perda bruta. A ficha de acompanhamento do Plano Plurianual (PPA) de 2024 diz que não existe sistema para monitorar a recuperação, e o indicador 9411 aparece como 'Valor não disponível'. Fica registrado como lacuna, não como conclusão.
  • Resultado (recomposição): a estimativa de 3,4 milhões de hectares foi lida só na página da FAO, agência da ONU para alimentação e agricultura. Não foram localizados uma série anual oficial de área recomposta por bioma nem o relatório do Termo de Execução Descentralizada (TED) entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), previsto para novembro de 2025.
  • Resultado (qualidade e permanência): não foi localizado indicador oficial de qualidade ecológica nem de permanência das áreas em recuperação. O texto integral do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg) 2025–2028 não foi lido; ele pode conter essas definições.

O que o governo diz

Balanços e motivos declarados pelo governo, com a fonte. Não são conclusões do Mandatou.

  • Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), no acompanhamento do Plano Plurianual (PPA) de 2024: não há orçamento específico para controle do desmatamento, e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) 'anualmente enfrenta dificuldade para elaboração da taxa do Prodes, por falta orçamentária'. O ministério estimou a falta de recursos em 20.000.000. fonte
  • Cartilha de resultados do plano contra o desmatamento na Amazônia (PPCDAm), do Ministério do Meio Ambiente (MMA, 2025): editais do Restaura Amazônia de 'R$ 600 milhões (Editais 2024–2025)', com foco no Arco da Restauração; 'Declarações de interesse em novas doações ao Fundo Amazônia no montante de R$ 3 bilhões'; e, segundo o Programa de Monitoramento do Desmatamento (PRODES), desmatamento na Amazônia em 2024 '45,7% menor que em 2022 e 30% menor que em 2023'. fonte